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Ginástica Rítmica a combinação perfeita entre desporto e arte.

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A ginástica rítmica é o desporto que equilibra a preparação de base de um atleta com as aprendizagens de um músico e a graciosidade de um bailarino.

Quando descrevemos a nossa modalidade mostrámos que ela já foi definida pela Federação de Ginástica de Portugal como a perfeita combinação entre desporto e arte citando Laffranchi (2005, p. 1) esta modalidade da ginástica é:

 “um desporto que visa não só o rendimento, mas também a produção de um espetáculo, que incorpora características da dança, da ginástica artística e de actividades desportivas de manipulação e que visa a combinação perfeita entre a música, o movimento corporal e o movimento dos aparelhos portáteis”.

Pessoalmente creio ter realizado aprendizagens únicas por ter praticado ginástica rítmica durante muitos anos, algumas delas teremos oportunidade de debater em outras alturas, mas no que diz respeito ao assunto em questão, o facto de ter treinado esta modalidade fez com que aprendesse os valores do desporto, desenvolvendo um estilo de vida saudável e ativo, enquanto melhorava em muito capacidades como a coordenação, a lateralidade, a motricidade entre outras, e ao mesmo tempo aprendia conceitos da área da música e da dança.

Muitas são as definições de arte, estando estas em constante mutação ao longo do tempo e do espaço, no entanto está explícito o acordo de que esta é uma criação humana, baseada nos sentimentos e emoções de quem a cria e interpreta e que provoca reação a quem nela é envolvido.

Um exercício de ginástica rítmica não se enquadra nesta descrição?

Por tantos anos de envolvência com o mundo desta modalidade poderei ser tendenciosa na resposta a esta questão, mas creio ter visto muita emoção tanto na ginasta que interpreta os seus exercícios como nas pessoas que assistem às suas exibições e competições. Quando uma ginasta interpreta a sua música e realiza os seus elementos, mais do que respeitando o ritmo e os acentos musicais, mas utilizando a estreita ligação entre música e movimento, transforma uma competição desportiva sobre quem realiza o maior valor de dificuldade nos seus exercícios, para um espetáculo em que o público respira e sente com ela. Isso é a fronteira com a arte, é a aprendizagem informal da música e da dança, é a capacidade de sentir e fazer sentir, a possibilidade de expressar sem palavras uma história, um sentimento, uma experiência.

Este é o derradeiro objetivo de uma ginasta, não basta estar na sua melhor forma física e apresentar o máximo de dificuldade possível, saltando mais alto, rodando mais, equilibrando-se de forma exemplar, ser a mais rápida a executar, ou ser extraordinariamente precisa no trabalho do seu aparelho. Para ser a sua melhor versão enquanto atleta desta modalidade, tem que aprender a interpretar, a expressar e a fazer sentir algo a si própria e a quem a vê. Aí conquistou a sua liberdade e a sua identidade enquanto atleta e é nessa altura que aprende a disfrutar totalmente da nossa modalidade, ampliando os limites do mundo que a rodeia.